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CONTICOM-CUT define ações prioritárias para 2024

Promoção da qualificação profissional frente às demandas atuais deve compor a agenda da entidade

Publicado: 08 Fevereiro, 2024 - 19h54

Escrito por: Redação CONTICOM | Editado por: João Andrade

Divulgação/CONTICOM
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O ano de 2024, com eleições municipais e previsão de aumento significativo dos investimentos públicos em obras de infraestrutura por conta da reativação do PAC e do lançamento do plano Nova Indústria Brasil, vai exigir das entidades do ramo da construção, materiais de construção e madeira a coordenação entre entidades para um plano de ação que busque transformar esse cenário favorável em benefícios para os trabalhadores e trabalhadoras. 

Este foi o debate central da  primeira reunião da CONTICOM no ano de 2024. O encontro, realizado de forma virtual nesta terça-feira (6/2), reuniu mais de 30 membros da direção e lideranças sindicais ligadas à Confederação. 

Dentre os assuntos debatidos na reunião, estão a formação profissional e atração de mão-de-obra para a os setores representados pela Conticom (construção civil e pesada, montagem industrial, madeira e materiais de construção - mármores e granitos, móveis, cimento, cerâmica, serraria e carpintaria, entre outras) e a necessidade de criação de um calendário de encontros e seminários setoriais. 

Cláudio Gomes, que preside a CONTICOM e integra o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), destacou que o plano industrial anunciado pelo governo prevê financiamento em grande escala para modernização e informatização dos canteiros de obra, o que exigirá mão-de-obra qualificada e preparada para as transformações na indústria da construção. 

“A CONTICOM já vem dialogando com os ministérios do Trabalho e da Educação visando incentivar a criação de um projeto de formação e qualificação para os trabalhadores do ramo”, diz o dirigente.

Ele lembra que esse processo de formação também pode contribuir para atração de mão-de-obra para um setor que sofre de uma carência gigantesca de trabalhadores, mesmo sendo um dos que possui alguns dos melhores salários-base. 

“Parece que ainda existe um certo preconceito em ser um trabalhador da construção civil, mesmo com bons salários. O que temos atualmente ainda é em sua maioria o pessoal antigo, sem qualificação para os avanços tecnológicos. O setor não tem renovação no ritmo necessário, com poucos jovens entrando na categoria”.

Essa atração de mão-de-obra, segundo o dirigente, é importante especialmente nesta conjuntura, em que os planos governamentais preveem incentivos na construção de infraestrutura, como no setor de transporte ferroviário e na revitalização do parque fabril da saúde, entre outros.

“Têm muitos projetos previstos, mas falta gente para trabalhar. É preciso cobrar do governo os postos de trabalho indicados nos lançamentos do PAC e da Nova Indústria, mas essa mão-de-obra precisa estar formada ou requalificada”, afirma.

 

Encontros setoriais

Os dirigentes participantes da Reunião Ampliada também destacaram a necessidade de o planejamento de 2024 investir em encontros e seminários capazes de contemplar o debate de problemas de setores específicos do ramo, como o moveleiro, o de mármore/granito e o de cerâmica, entre outros. 

Segundo os sindicalistas, somente encontros setoriais dariam conta do debate de temas muito específicos de cada área, como por exemplo os relativos à saúde e segurança do trabalho.

Além do debate sobre acidentes de trabalho, os sindicalistas acreditam que a realização de encontros e/ou seminários setoriais seria importante também no sentido de unir e coordenar a ação sindical. Alguns deles, destacam os dirigentes, possuem diversas datas-bases no mesmo estado, o que prejudica e dificulta os processos de negociação das convenções coletivas.