Construção pesada: Conticom-CUT e ICM aderem ao Pacto Nacional pela Infraestrutura
Evento no Rio de Janeiro reúne entidades e sindicatos de trabalhadores do setor para apoiar plano de aceleração de investimentos para uma área capaz de gerar milhares de empregos
Publicado: 31 Agosto, 2026 - 17h19 | Última modificação: 31 Agosto, 2026 - 17h47
Escrito por: Redação CONTICOM
Dirigentes da Conticom-CUT e da Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM, ou BWI na sigla em inglês) participaram neste mês de agosto de evento realizado no Rio de Janeiro que reuniu sindicatos de trabalhadores da construção pesada para apoiar as propostas do Pacto Brasil, documento elaborado por diversas entidades da construção para enfrentar os gargalos históricos do setor e acelerar investimentos em infraestrutura.
De acordo com informações das entidades, o Brasil investiu em infraestrutura 2,22% do PIB em 2024 – abaixo da depreciação anual estimada em 2,27% – e opera com estoque de infraestrutura de 35,5% do PIB, enquanto a média global gira em torno de 60%.
Entre suas metas principais, o Pacto sugere aumentar progressivamente a atual taxa média de investimento até superar 4% do PIB, entre 2026 e 2030, com uma trajetória apoiada em carteira de projetos executivos e reformas microrregulatórias. De 2031 a 2045, a meta é convergir o estoque nacional em infraestrutura para 60% do PIB.
“A infraestrutura é um setor que emprega muito, gera bastante renda e que tem um peso significativo no PIB. O nosso apoio à iniciativa foi no sentido de colocar a infraestrutura no patamar da importância que ela tem no desenvolvimento do país, superando eventuais divergências entre o setor laboral e patronal. A ideia foi somar forças nesse momento”, disse Raimundo Ribeiro, o Bahia, diretor de Relações Internacionais da Conticom e vice-presidente da ICM para América Latina e Caribe.
Representantes dos principais sindicatos do setor no Brasil apresentaram aos representantes empresariais suas preocupações e propostas e, juntos, assinaram um documento endereçado ao presidente Lula que destaca a geração de milhares de empregos e a necessidade de formação de mão de obra, além de aspectos regulatórios e de governança do setor.
A partir das esq., os dirigentes da ICM: Raimundo Ribeiro, o Bahia (vice-presidente para América Latina e Caribe), Bebeto Galvão (Comitê Mundial) e Nilton Freitas (representante regional AL-Caribe)
Projeto ICM-SASK
Durante a reunião, Bahia, que também é presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Paraná (Sintrapav-PR), e Nilton Freitas, representante regional da ICM para América Latina e Caribe, aproveitaram para apresentar as linhas gerais do Projeto de Cooperação da ICM com a SASK, da Finlândia.
A SASK, sigla no idioma local para Centro de Solidariedade Sindical da Finlândia, é uma organização criada em 1986 com a missão de fortalecer sindicatos para promover o trabalho decente no Sul Global por meio da capacitação de trabalhadores e de organizações sindicais.
O projeto ICM-SASK propõe organizar os trabalhadores das grandes obras de infraestrutura para a integração regional da América do Sul. Essas obras incluem ferrovias, rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e diversos outros equipamentos e instalações para otimizar o fluxo comercial entre a costa do Atlântico e do Pacífico.
A atividade de lançamento do Projeto ocorrerá em São Paulo, de 6 a 8 de outubro, e pretende reunir representantes dos sindicatos e das empresas do setor, autoridades de governo, acadêmicos especializados no assunto e os bancos de desenvolvimento, entre outros.

