Diretor da Confederação afirma durante Encontro de Cipeiros e Cipeiras que trabalhadores precisam participar do debate para definição das normas; evento foi promovido pelo Sintricom-SJC, em Caraguatatuba.
A Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT (Conticom) afirmou, durante os debates do Encontro de Cipeiros e Cipeiras, realizado em Caraguatatuba, que as conquistas em saúde e segurança no trabalho são resultado da mobilização sindical.
No evento, realizado nos dias 26 e 27/10, trabalhadores e trabalhadoras do Litoral Norte debateram temas como prevenção de acidentes, saúde mental e riscos psicossociais, mudanças nas Normas Regulamentadoras e o fim da escala 6x1.
O Encontro foi promovido pelo Sindicato Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos e Litoral Norte (Sintricom), em parceria com a Tecpro Assessoria Técnica em Segurança do Trabalho.
A atividade reuniu especialistas e representantes dos trabalhadores para compartilhar experiências, atualizar conhecimentos sobre as Normas Regulamentadoras NR-1, NR-5, NR-6, NR-18, NR-33 e NR-35 e fortalecer a atuação preventiva nos locais de trabalho.
Conquistas históricas
A programação começou com uma viagem pela história da luta operária por melhores condições de trabalho. O técnico de Segurança do Trabalho e vice-presidente da Conticom-CUT, Luiz Carlos de Queiroz, o Luizinho, abordou a evolução da legislação de proteção, desde a industrialização e o fordismo, quando trabalhadores, inclusive mulheres e crianças, enfrentavam jornadas exaustivas e condições precárias.
Encontro promovido pelo Sintricom-SJC reuniu cipeiros e cipeiras do Litoral Norte
Além de destacar a importância da mobilização sindical nas conquistas de direitos na área da segurança e saúde do trabalho, Luizinho também defendeu a importância da participação dos trabalhadores nos espaços de elaboração e discussão das normas.
“Acumulamos conquistas históricas nessa área, mas temos de seguir vigilantes. Se não tem gente do trabalhador nos fóruns de representação, os empresários irão dizer o que querem, sem contraponto”, alertou o vice-presidente da Conticom-CUT.
O presidente do Sintricom, Marcelo da Costa, abordou a importância da integração entre a entidade sindical, os cipeiros, cipeiras e profissionais de Segurança do Trabalho. Entre os pontos discutidos estiveram a percepção de riscos, a comunicação de condições inseguras, as boas práticas de prevenção e a atuação conjunta para garantir o cumprimento das NRs e dos Acordos Coletivos de Trabalho.
“Investir em formação, ampliar a participação dos trabalhadores e fortalecer a prevenção são caminhos fundamentais para garantir ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e dignos. Afinal, preservar vidas deve estar sempre em primeiro lugar”, disse Marcelo da Costa.