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CUT CONTICOM > ARTIGOS > WALDEMAR, NOME DA 13ª PLENÁRIA DA CUT, SÍMBOLO DO OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO

Waldemar, nome da 13ª Plenária da CUT, símbolo do operário em construção

Escrito po: Cláudio Gomes, presidente da Conticom/CUT

27/09/2011

 

“Era ele que erguia casas

Onde antes só havia chão.

Como um pássaro sem asas

Ele subia com as casas

Que lhe brotavam da mão”

 

Vinícius de Moraes

 

A 13ª Plenária Nacional da CUT carrega consigo o nome do companheiro Waldemar de Oliveira, nosso eterno presidente da Conticom/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira).

Legítimo operário em construção, batalhador firme e dedicado, Waldemar  compreendeu a importância de que as ações sindicais desenvolvidas estivessem sempre em profunda sintonia com os interesses mais gerais da classe. Daí a sua batalha para afirmar o DNA da CUT, comprometido até o tutano com um sindicalismo profundamente enraizado na base, mobilizador, questionador, que abrisse caminhos para a superação de relações de exploração capitalistas. No caso da construção e da madeira, para virar a página atual de mega exploração, de condições subumanas onde ainda, em pleno século 21, prolifera o trabalho escravo ou em condições extremamente degradantes, sem o mínimo respeito às normas de saúde e segurança, onde o desprezo as normas mais elementares é cultuado com a certeza da impunidade, pela falta de fiscalização ou de rigor.

É fato que avançamos no último período e que a própria materialização do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) colocou em novo patamar os ganhos salariais no setor, pois como gerou centenas de milhares de novos empregos, teve necessariamente de valorizar profissionais que passaram a fazer falta no mercado aquecido.

Mas, infelizmente, várias das medidas governamentais, como o Programa Minha Casa, Minha Vida, ou o estímulo à compra de materiais com juros mais baixos via Construcard, ou mesmo a redução da alíquota de impostos sobre a cesta básica da construção, nada disso veio acompanhada das tão necessárias – e reivindicadas - contrapartidas sociais. Ou seja, o capital foi brindado e blindado, sem que o trabalho tivesse sido minimamente valorizado.

Temos a convicção de que este é o momento para reverter este quadro e escrevermos uma nova história. Com os enormes investimentos na construção de moradias populares, obras de infraestrutura, proximidade da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, acreditamos que chegou a hora de tornar realidade bandeiras históricas como o Contrato Coletivo Nacional da construção. Para isso, é chave que o governo, ao possibilitar o acesso das empreiteiras aos bilionários recursos do FGTS e do Fundo de Amparo ao Trabalho, dinheiro que é nosso, com taxas subsidiadas e muitas vezes a perder de vista, faça com que estas empresas assumam este compromisso público. Uma atitude que nada mais é do que uma questão de justiça.

Além disso, defendemos a imediata contratação dos auditores fiscais do trabalho, medida que vem sendo postergada e que demonstra uma profunda insensibilidade. Não é admissível que existam recursos para encher os bolsos dos banqueiros com os juros mais altos do mundo, com a elevação dos recursos destinados ao parasitismo do superávit primário, e não sejam contratados novos profissionais para atuarem em consonância com o movimento sindical para deter a epidemia de acidentes no setor, que tem se traduzido em lesões, mutilações e mortes. O lucro do capital vira tragédia e dor para milhares de famílias e um incrível rombo para a previdência pública.

Tenho a convicção de que a Plenária da CUT pode colocar num novo patamar a nossa luta por liberdade e autonomia sindical, valorizando a organização no local de trabalho, potencializando o enraizamento dos nossos ideiais e compromissos junto à base, estreitando os laços que unem os que soldados do bom combate.

Honrar Waldemar é lutar pela independência política e ideológica da classe, é suar e arregaçar as mangas por um Brasil justo, desenvolvido e solidário, onde a classe trabalhadora assuma com voz e vez o seu protagonismo. Tenho a convicção de que, juntos, faremos verdade as últimas estrofes do operário em construção:

“E o operário ouviu a voz

De todos os seus irmãos

Os seus irmãos que morreram

Por outros que viverão.

Uma esperança sincera

Cresceu no seu coração

E dentro da tarde mansa

Agigantou-se a razão

De um homem pobre e esquecido

Razão porém que fizera

Em operário construído

O operário em construção”.

 

Viva Waldemar! Viva a Conticom

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