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Ajuste no plano de saúde dos Correios é golpe nos trabalhadores, diz federação

11/01/2018

Trabalhadores dos Correios recebem menores salários entre as empresas públicas e estatais

Escrito por: Felipe Mascari, da RBA

Com o menor salário entre os trabalhadores das estatais, os funcionários dos Correios deverão sofrer com outro golpe do governo federal: alterações importantes no plano de assistência à saúde. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deverá julgar em fevereiro a ação para retirar pais, filhos e cônjuges da assistência médica dos funcionários.

Para os trabalhadores, além da ação ir contra o acordo coletivo, falta transparência do governo ao apresentar um suposto déficit da empresa para justificar a medida. Segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, os funcionários não recebem um salário justo para arcar com os custos que virão a partir da retirada de seus familiares dos convênios.

"Cerca de 80% dos trabalhadores dos Correios têm média salarial muito baixa, não chega a R$ 2 mil. É muito pouco para que o governo coloque mais uma conta no nosso bolso. Não tem como a gente pagar um plano de saúde", afirma.

Atualmente, o acordo coletivo permite a cobertura de 95% dos custos do plano aos concursados e de seus 260 mil dependentes. Os Correios querem reduzir em um terço o gasto de R$ 1,8 bilhão anual, caso o TST julgue a ação em favor da empresa. "O governo quer dar um golpe nos trabalhadores e colocar na nossa conta o falso argumento da falência dos Correios", lamenta Rivaldo.

A federação diz que o déficit alardeado pela direção da empresa não é transparente e tem como base os lançamentos contábeis relacionados aos planos de demissão incentivada, pós-emprego e depreciações. "Nos últimos 20 anos, o governo gastou, em média, de 8% a 9% da receita bruta da empresa com plano de saúde. Ao longo dos anos a receita cresce, mas o gasto não dobrou, se manteve nessa média", explica Rivaldo.

A Fentect afirma que atua em duas frentes para derrubar a ação: mobilizando os trabalhadores e conversando com o Ministério Público. "Vamos levar os números que temos para tentar descaracterizar este argumento de que é o plano de saúde o responsável pela oneração da empresa."

Entretanto, os ataques a direitos conquistados pelos trabalhadores, desde a chegada do governo Temer ao poder, faz a categoria se preparar para a necessidade de intensificar a luta. "Com as mudanças nas leis trabalhistas e decisões monocráticas que o tribunal tem tomado, a gente aguarda com muita cautela", acrescenta o secretário-geral.

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