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Com Bolsonaro, estimativa de emprego no setor da construção para 2019 é reduzida em 75%

03/06/2019

Sinal de que a economia vai de mal a pior, setor retroage ainda mais. Obras públicas permanecem paralisadas

Escrito por: Redação CONTICOM

            Para 2019, o setor da construção civil previa um crescimento de seu PIB setorial em 2%. Contudo, o governo Bolsonaro deu um banho de água fria no otimismo do setor que reduziu em 75% sua estimativa de crescimento, passando para 0,5%. O resultado não poderia ser mais dramático para os trabalhadores e trablhadoras do setor e de sua cadeia produtiva.

            Das 100 mil vagas previstas para o ano, somente 25 mil poderão se concretizar, segundo o SINDUSCON/SP. Mas isso, só a economia não piorar ainda mais.

            De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 5 anos, o PIB da construção foi reduzido em 28%.

 

Se retomadas, obras públicas poderiam gerar emprego e renda

            Enquanto o setor da construção civil patina frente à conjuntura econômica, gestores públicos permanecem inertes com relação à retomada de obras públicas, o que poderia gerar centenas de milhares de empregos em todo o país, formentar a renda das famílias e fortalecer o comércio, a indústria e a economia.

            Em fevereiro desse ano, o Tribunal de Contas do Estado do Pernambuco apontou 1.548 obras federais,  estaduais e municipais paralisadas. O montante de obras, segundo o TCE, representava um prejuízo de 2 bilhões, caso não fossem retomadas, já que este valor já teria sido gasto pelo poder público. No total, seriam mais de 7 bilhões em contratos e projetos que foram abandonados sem benefício algum para a população. A história se repete em todos os Estados brasileiros.


            Segundo informações do Sindicato Marreta, que iniciou um diálogo com o poder público  sobre o assunto, a retomada das obras paralisadas poderia gerar mais de 80 mil postos de trabalho somente no município de Recife.

            Para Claudio da Silva Gomes, o Claudinho, que preside a CONTICOM, falta o envolvimento dos empresários no debate público e social. “O desemprego no setor da Construção Civil é cada vez maior. Se não houver uma retomada imediata das obras públicas, os impactos sociais deixarão sequelas profundas.  Por outro lado, o governo Bolsonaro não desenvolve nenhuma política econômica capaz de promover ou retomar grandes obras, o que aqueceria o mercado de trabalho e a economia”, avaliou o sindicalista.

 

Ameaças dos patrões

            Invés de fortalecer uma frente tripartite sobre a retomada das obras públicas e garantias de projetos específicos como “Minha Casa, Minha Vida”, por exemplo, as grandes empreiteiras apoiam o governo sobre reformas que prejudicam ainda mais a classe trabalhadora. “Os grandes investidores do setor  da construção vislumbram na retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, uma alternativa para o crescimento de seus lucros. Contudo, este é um discurso vazio e sem garantias de prosperidade. Além disso, reduzir direitos não gera distribuição de renda e justiça social, como provou a reforma trabalhista. Ao contrário, aprofunda ainda mais o desemprego e os problemas sociais do país”, reage Claudinho.

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