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“Estamos barrando a reforma trabalhista com reforçando as ações na base"

03/08/2018

Afirmou o diretor de Finanças do Sintricom de João Pessoa e Regiões, Paulo Marcelo de Lima

Escrito por: Leonardo Severo

A Reforma Trabalhista, aprovada ano passado, veio para acabar com as conquistas da classe trabalhadora em favor do capital. No ramo da construção isso não está sendo diferente: a qualquer custo, os patrões querem garantir que seja implantado o retrocesso para usufruírem de todos os “benefícios” que representam para o bolso deles.

Para vencer esta queda de braço não há receita mágica, garante o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Pesada, Montagem e do Mobiliário de João Pessoa e Regiões (Sintricom), que envolve as cidades de Alhandra, Bayeux, Caaporã, Cabedelo, Conde, Espírito Santo, Guarabira, João Pessoa, Lucena, Mamanguape, Mari, Reio Tinto, Santa Rita e Sapé. O fundamental é redobrar a presença nos canteiros de obra.

PUJANÇA -“Estamos conseguindo barrar a implementação da Reforma Trabalhista reforçando ainda mais a ação na base. É um trabalho muito forte, de 30 anos, que a categoria reconhece e o patronato respeita”, declarou Paulo Marcelo de Lima, diretor de Finanças do Sintricom e presidente da CUT-Paraíba.

DESEMPREGO -Apesar do peso da crise no estado, uma vez que a categoria perdeu mais de 50% dos postos de trabalho regulares em obras públicas e incorporadoras nos últimos três anos, o Sintricom manteve uma estratégia de “acelerar o diálogo com o trabalhador”.  A capacidade de mobilização e a força coletiva demonstrada na histórica greve de 2010, com a vitoriosa paralisação de 23 dias, ressaltou Paulinho, “precisa estar bem presente nesta hora em que alguns empresários querem que o trabalhador coloque a corda no pescoço”.

ENFRENTANDO A PREPOTÊNCIA PATRONAL

A campanha salarial deste ano está travada há sete meses, denunciou Paulinho, porque há uma cláusula em particular que tem um peso econômico muito forte, que é a da homologação da rescisão no Sindicato, que o patronato quer apagar. “Esta é uma conquista de 30 anos, que não abrimos mão. Os empresários dizem que somos muito exigentes quanto aos direitos e há um debate ferrenho. Mas se não é para fazer com que a lei seja cumprida, para que Sindicato?”, questionou.

RAZÕES -“O patrão não quer que ela seja feita no Sintricom. Mas, por quê?”, explicita José Laurentino, presidente da entidade, “porque assim o Sindicato não irá conferir e exigir (quando necessário) o cumprimento do pagamento de todos os direitos do trabalhador como a multa do 477 (das verbas rescisórias), a aplicação do artigo 9° (o empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, entre outros).

IMPOSIÇÕES -Há outros pontos que o patronato quer impor na marra como o Banco de Horas, a redução da hora de almoço para, apenas, 30 minutos e o trabalho intermitente, contratando para serviços esporádicos e pagando somente pelas horas trabalhadas.

Além disso, os patrões, durante todo esse período de negociação, não apresentaram nenhuma proposta de reajuste salarial para a categoria. Ou seja, além de retirar os benefícios conquistados ao longo de anos de luta, estão oferecendo reajuste zero.

No dia 22 de agosto, às 18 horas, o Sintricom realizará uma Assembleia Geral na sede da entidade para tomar uma decisão sobre a campanha salarial. .

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