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Empresa que comprou Eletrobras/AL demite mais de 700 trabalhadores

13/02/2020

A Equatorial Energia aumentou a tarifa e trocou trabalhadores especializados por terceirizados sem treinamento. O resultado é a piora na qualidade dos serviços prestados à população que ameaça terceir

Escrito por: Redação CUT

Em março do ano passado, o grupo Equatorial Energia assumiu o controle da estatal Eletrobras/ Alagoas, após um processo de venda. Menos de um ano depois, 700 trabalhadores e trabalhadoras foram demitidos e substituídos por terceirizados. A população do Estado já sente os efeitos negativos da privatização do setor de energia.

A empresa trocou os medidores de energia que, agora, computam um aumento no consumo que não houve de fato, promove cortes no fornecimento e a queda na qualidade da prestação dos serviços é generalizada. Ainda assim, a Equatorial reivindica um reajuste no preço da tarifa de 12%.

A situação é tão crítica que a Equatorial Energia se tornou a campeã de reclamações no Procon de Alagoas e os trabalhadores terceirizados, contratados para substituir os demitidos, estão sendo ameaçados nas ruas, conta o presidente do Sindicato dos Urbanitários do estado, Nestor Silva Powell.

“Os trabalhadores terceirizados, além de não terem tido um treinamento adequado, têm de cumprir uma absurda meta de 30 desligamentos diários de energia de quem está inadimplente. Para piorar, a Equatorial já manda cortar a luz de quem está com apenas 15 dais de atraso, provocando a revolta da população”, denuncia o dirigente.

Nestor afirma ainda que, segundo informações dos consumidores, outra prática abusiva da empresa é a troca dos antigos medidores de energia por novos que curiosamente marcam um consumo maior do que os anteriores.

“Mesmo sem reajuste no valor da tarifa, quem pagava R$ 80,00 por mês está pagando R$ 150,00 e até R$ 200,00 na conta de luz, depois que os medidores foram trocados, o que causa ainda mais revolta da população,” afirma o presidente do sindicato.

 “Tem até prefeito reclamando da qualidade do serviço prestado pela Equatorial nos municípios“.

Demissões injustificadas

A venda da Eletrobras foi feita em novembro de 2018, mas somente quatro meses depois a Equatorial assumiu o controle da estatal, com 1.200 trabalhadores em seu quadro.

Logo no início, os trabalhadores aposentados foram demitidos e a empresa instituiu um Programa de Demissão Voluntária (PDV). Quem não aderiu ao PDV começou a ser demitido e substituído por trabalhadores terceirizados da empresa Control.

Segundo o presidente do sindicato, a direção da Equatorial disse simplesmente que estava mudando o modelo de gestão e terceirizou toda a área operacional. Desde maio do ano passado, todo mês eram pelo menos 50 trabalhadores mandados embora. Teve mês que foram mais de 100 demitidos.

O que está acontecendo com a empresa de energia de Alagoas é tudo aquilo que denunciamos antes, caso a Eletrobras fosse privatizada. Qualidade do serviço ruim, demissão de trabalhador e aumento na conta de luz. Quem era a favor da venda, que achava que empresa pública não era eficiente, está agora sentindo o efeito negativo da privatização
- Nestor Silva Powell


Ação no Tribunal Regional do Trabalho

O Sindicato dos Urbanitários de Alagoas conseguiu, antes da venda da estatal,  uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que obriga a Eletrobras a suspender a contratação de terceirizados e admitir os concursados para a área operacional que estavam na fila de espera. A Eletrobras acatou a decisão, mas a compradora está agora desconsiderando a decisão do TRT, voltou a terceirizar os serviços e ainda recorreu da decisão. A ação corre no Tribunal e não tem data para ser julgada.

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