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Falta oxigênio nos hospitais de Manaus e governador decreta toque de recolher

15/01/2021

Com falta de oxigênio, médicos, enfermeiros e familiares afirmam em cenas de desespero que muitos paciente estão morrendo

Escrito por: redação CUT

 

 

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O cenário da Covid-19 em Manaus, capital do Amazonas, voltou a piorar nas últimas horas desta quinta-feira (14). A cidade, que já sofre com a falta de leitos, superlotação nos hospitais e aumento de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, agora vive uma crise com falta de oxigênio.

Devido ao agravamento da pandemia, o governador Wilson Lima (PSC) informou nesta quinta que um toque de recolher deve ser imposto em Manaus, proibindo a circulação de pessoas e o funcionamento de atividades das 19h às seis da manhã do dia seguinte.

Profissionais de saúde e administradores de hospitais denunciaram a situação caótica que os hospitais se encontram. Com o aumento de internações por Covid-19 nos hospitais da capital, a principal empresa que fornece oxigênio estava, na semana passada, com dificuldades de produção.

De acordo com a reportagem do Portal G1, no Hospital Getúlio Vargas , nesta manhã, houve cenas de tensão e desespero devido às dificuldades ocasionadas pelo colapso no sistema de saúde. Médicos relatam que estão transportando cilindros de oxigênios nos próprios carros para os hospitais, enquanto familiares de doentes tentam comprar o insumo. As cenas registradas pelos profissionais de saúde e familiares de dos pacientes é de desespero.

Em nota encaminhada ao G1, o hospital informou ter conhecimento da falta de oxigênio e afirmou haver contrato vigente para fornecimento. No entanto, não houve insumos suficientes para atender a demanda.

A aposentada Solange Batista, que é técnica de enfermagem, que está com a irmã internada no Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus, denunciou a falta oxigênio na unidade hospitalar. A irmã dela seria transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), nesta quinta-feira, mas não conseguiu pela falta do produto para atuarem no atendimento dos pacientes.

O médico pela Universidade Estadual do Pará, Clínico Geral e Nefrologista pela USP, Crestani Filho, afirmou pelo Twitter que vários colegas médicos de Manaus confirmaram pelo Whatsapp a morte de vários pacientes por falta de oxigênio. “Tragédia anunciada, os responsáveis devem responder criminalmente”, relatou.

Numa sequência de tuites, Crestani conta que a morte por asfixia é umas das mais cruéis possíveis. “Espero que, diante da inaceitável falta de oxigênio, não falte morfina e outros paliativos para que o “mínimo” de dignidade e conforto sejam oferecidas para esses pacientes”.

O governo do Amazonas está recebendo oxigênio de outros estados em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), para atuar no atendimento aos pacientes. O estado também entrou com uma ação na Justiça para que a empresa fornecedora garanta o abastecimento nas unidades de saúde.

Manaus tem quase 200 enterros em 24h

A prefeitura de Manaus informou que foram realizados 198 enterros nos cemitérios da cidade nas últimas 24 horas, batendo o recorde anterior — no dia 26 de abril fora registrado o ápice da primeira onda de infecções 167 sepultamentos na capital amazonense.

Dos 198 enterros, entre terça-feira (12) e quarta-feira (13), 143 foram feitos nos espaços gerenciados pela Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza Urbana) e 55, em cemitérios particulares. A maior parte das mortes (87) foi causada pela covid-19. Do total, somente três vieram de fora de Manaus. Outras 26 pessoas morreram em casa, de acordo com a prefeitura.

Até esta quarta (13), mais de 5,8 mil morreram com Covid-19 no território amazonense.

Deputados pedem adiamento do Enem no Amazonas

Na tarde desta quarta-feira (13), deputados federais se reuniram com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Alexandre Lopes, e pediram para que fosse adiado o exame em Amazonas em função da situação da pandemia do novo coronavírus.

A proposta apresentada pelos parlamentares era de que ao menos os alunos de Manaus fizessem o exame nos dias 23 e 24 de fevereiro, data em que ele será aplicado para as pessoas privadas de liberdade. O presidente, no entanto, teria respondido que não haveria condições de realizar a aplicação para tantas pessoas nessas datas.

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