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RJ vai parar em 14 de junho e fluminenses estarão nas ruas em peso dia 30

23/05/2019

“Sempre que a gente se dividiu, perdeu. E sempre que estivemos juntos, vencemos. Por isso, no dia 14 faremos uma greve histórica”, disse Sérgio Nobre sobre a unidade da classe trabalhadora

Escrito por: Redação CUT

Trabalhadores de dezenas de categorias profissionais das maiores e principais centrais sindicais do país se reuniram no Rio de Janeiro e confirmaram: dia 14 de junho é greve geral contra reforma da Previdência, por empregos e contra os cortes de investimentos na educação.

Participaram da Plenária Sindical da CUT e demais centrais sindicais - CTB, Força Sindical, CGTB, CSB, Nova Central, CSP- Conlutas e Intersindical –, nesta quarta-feira (22) no Rio de Janeiro, na sede da Força Sindical, representantes dos sindicatos dos bancários, rodoviários, trabalhadores da construção civil, enfermeiras, médicos, mata mosquitos, eletricitários, professores, radialistas, domésticas, profissionais das telecomunicações, servidores públicos, propagandistas, portuários, estivadores, engenheiros, petroleiros e rurais.

É toda a classe trabalhadora fluminense organizando, mobilizando e garantindo o sucesso do Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Educação e contra reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), no próximo dia 30 de maio, rumo à greve geral do dia 14 de junho.

A unidade das centrais, dos movimentos sociais e cerca de 60 sindicatos de mais de 21 municípios presentes à reunião animou ainda mais as lideranças da CUT e demais centrais sindicais, que estão rodando o país inteiro para organizar e construir a greve geral.

Só da CUT, estiveram presentes representantes de todos os sindicados filiados no Estado e os presidentes dos principais sindicatos do Rio de Janeiro. Além disso, as principais regiões do Rio de Janeiro, região Norte, Sul, Serrana, Lagos, Serra Verde, Costa Verde também mandaram representantes para a reunião.

Para o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, é muito importante ver a disposição e a unidade na luta do povo do Rio num momento tão delicado, no qual o adversário é forte e tem alvo certo, a classe trabalhadora.

“A missão deste governo e seus aliados é derrotar o movimento sindical que luta pelos direitos dos trabalhadores e eles têm feito ações para inviabilizar a contribuição sindical de qualquer maneira, inclusive as mensalidades. Eles fazem isso porque querem desmontar a Previdência Social devido ao compromisso deles com o sistema financeiro e os grandes empresários”, disse.

“Só juntos conseguiremos derrotar estas maldades contra a classe trabalhadora e as próximas que virão”, completou Sérgio se referindo a reforma da Previdência que praticamente acaba com a aposentadoria de milhões de brasileiros, as privatizações e a tentativa de impedir a ação sindical combativa.

Confira aqui os prejuízos que a reforma de Bolsonaro representa.

Para Sérgio Nobre, a unidade do movimento sindical é fundamental para enfrentar tanto retrocesso e ataques aos direitos.

Sempre que a gente se dividiu, a gente perdeu. E sempre que estivemos juntos, vencemos. Por isso, no dia 14 realizaremos uma greve histórica e muito importante para mudar o rumo da nossa história
- Sérgio Nobre

A reforma da Previdência é tão maldosa e cruel que é uma bandeira que unifica. E esse encontro sindical no Rio mostrou que a unidade se faz na prática, acrescentou o presidente da CUT Rio de Janeiro, Marcelo Rodrigues, o Marcelinho.

Segundo ele, essa foi a maior reunião de representantes sindicais e das centrais do Rio de Janeiro e a maior concentração de presidentes de sindicatos no mesmo espaço.

Esse encontro mostrou que a unidade está muito sólida, que o dia 14 será histórico e o Rio de Janeiro vai parar
- Marcelinho

Dia 30

O presidente da CUT Rio de Janeiro falou ainda que no dia 30 de maio os trabalhadores e as trabalhadoras do Estado estarão nas ruas com os estudantes que lutam para ter uma educação pública e de qualidade, contra os cortes de recursos, e também querem se aposentar e ter empregos decentes. 

“Estamos convocando todos os sindicatos para estarem presentes com nossas bandeiras nas ruas para fortalecer a luta contra os cortes de investimentos na educação, contra reforma e por mais empregos, rumo à greve geral”.

“É mais um dia de unidade e mais um passo para a greve geral no dia 14 de junho”, disse Marcelinho.

Unidade acima de tudo

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) também se uniram para barrar a reforma da Previdência, por empregos e contra os cortes da educação e prometem cruzar os braços no dia 14 de junho e estar junto com os estudantes no dia 30 de maio.

Para o Diretor Executivo da CUT e do Sindipetro Norte Fluminense, Vitor Carvalho, que represtou a FUP na reunião, foi por entender a gravidade do momento que as duas federações passaram por cima de suas diferenças políticas e vão levantar suas bandeiras contra a privatização da Petrobrás e defender “a menina dos olhos do mercado financeiro internacional”.

“Defender a Petrobrás é defender a saúde, educação, a soberania e também nossos direitos. Passar pelas nossas diferenças e se unir neste momento de ataques aos direitos e a democracia é fundamental para enfrentarmos as batalhas postas a nós trabalhadores”.

“A luta pelos direitos do trabalhador e da trabalhadora é nossa prioridade e não tivemos dúvidas em estarmos juntos no dia 14 junho e também no dia 30 de maio. Juntos somos muito mais fortes”, afirmou Vitor.

Plenárias Sindicais para construir a Greve Geral do dia 14 de junho

A Plenária Sindical no Rio de Janeiro faz parte da agenda de luta da CUT e demais centrais sindicais. O próximo encontro será em São Paulo, no dia 27 de maio, na Plenária Sindical dos Metroviários e outras categorias do setor de transporte.  Dia 29 será no Rio Grande do Sul e no dia 5 de junho, em Brasília.

“A maior greve que fizemos na história foi dia 28 de abril de 2017 e não tinha nem metade desta organização. Nós podemos ter razões, pensamentos e concepções diferentes, mas na hora de defender a classe trabalhadora a gente tem que estar junto”, disse o Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre.

Agenda de Lutas do Rio de Janeiro

Durante a reunião unitária no Rio de Janeiro, os sindicalistas e movimentos sociais aprovaram uma agenda de mobilização estadual rumo à greve geral.

- 24/05 - café da manhã com parlamentares

- 27 à 31: semana da coleta de assinaturas para o abaixo assinado contra reforma da Previdência

- A partir de 31/05 panfletagem diária em todo o Estado

-11/06 – Plenária de agitação e propaganda dos movimentos sindical e social

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