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Caged: geração de emprego recua em outubro

23/11/2018

Criação de empregos com carteira assinada recuou 24,6% em outubro

Escrito por: Priscila Casalle/HP

A criação de empregos com carteira assinada recuou 24,6% em outubro ao registrar geração de 57.733 mil postos. No mesmo mês do ano passado, o número foi de 76.599 mil vagas – informou o Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (21) ao apresentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Ainda assim, o número é melhor do que os registros de 2014, 2015 e 2016 para os meses de outubro, quando o saldo de contratações foi menor que o saldo de demissões.

Com a chegada das festas de final do ano, o décimo mês tipicamente apresenta um crescimento no número de contratações no comércio. Neste ano, o setor abriu 34.133 postos de trabalho com carteira assinada, ou seja, aquele que garante os direitos estabelecidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

O saldo do setor de serviços, impulsionado pelo segmento de administração de imóveis e serviços técnicos, foi de 28.759 postos. Na indústria de transformação, foi a produção de produtos alimentícios e bebidas que garantiram o saldo positivo de 7.048.

Na divisão por estados, as maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (13.088 postos), Santa Catarina (9.743), no Rio Grande do Sul (9.319) e Paraná (6.937). Quatro estados demitiram mais do que contrataram: Goiás (-3.565 vagas), Pernambuco (-1.330), Rio de Janeiro (-847) e Rondônia (-374).

ATAQUES AOS DIREITOS E EMPREGO - Vale ressaltar que o emprego com carteira assinada é o que garante piso salarial, estabilidade, férias, décimo terceiro, rescisão contratual, FGTS e licença aos trabalhadores.

Durante a campanha e antes mesmo da sua posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se apresentou a favor da extinção de todos esses direitos.

No início do mês, ele e sua equipe chegaram a anunciar formalmente a extinção do Ministério do Trabalho, aquele que garante a fiscalização do cumprimento da Constituição.

Além disso, Bolsonaro já afirmou diversas vezes que os trabalhadores teriam de escolher entre o emprego e os direitos garantidos pela CLT. Paulo Guedes, indicado para o Ministério da Fazenda de Bolsonaro, propôs a instituição de uma carteira de trabalho “paralela” que acabaria por autorizar qualquer tipo de acordo para precarizar as relações trabalhistas.

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